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gripe

Já podemos falar sobre a vacina contra Gripe Quadrivalente? Sete vacinas contra gripe (influenza) tiveram aprovação da Anvisa para uso no Brasil, em 2019. Os produtos autorizados são os que fizeram a atualização das cepas do vírus da gripe, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Resolução RE 2.714, de outubro de 2018, da Agência. São eles:

Fluarix Tetra – GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
FluQuadri – Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.
Influvac – Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Influvac Tetra – Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Vacina influenza trivalente (fragmentada e inativada) – Instituto Butantan.
Vacina Influenza Trivalente (subunitária, inativada) – Medstar Importação e Exportação Eireli.
Vaxigrip – Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.

A vacina é indicada para uso adulto e pediátrico (a partir de 6 meses de idade).

A Influenza está entre as viroses mais freqüentes em todo o mundo e é causa de surtos e pandemias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 10% da população é infectada anualmente pelo vírus influenza e que 1,2 bilhões de pessoas apresentam risco elevado para complicações decorrentes da doença.

No site do Dr. Joseph El-Mann você encontra tudo sobre o Calendário Vacinal e as informações sobre as vacinas

Epidemiologia da Síndrome Gripal no Brasil

Com relação à epidemiologia da Síndrome Gripal no Brasil, até a semana epidemiológica 52 de 2018, das amostras positivas para influenza, 38,4% eram de A(H1N1); 37% de A(H3N2); 19,9% de influenza B; e 4,7% de influenza A não subtipado. As regiões Sudeste e Sul concentram as maiores quantidades de amostras positivas, com destaque para a maior circulação de Influenza A(H3N2), A(H1N1) e VSR. No que diz respeito à distribuição dos vírus por faixa etária, ocorreu uma maior circulação de VSR e Parainfluenza nos indivíduos menores de 10 anos. Entre os indivíduos a partir de 10 anos, predominaram o Influenza A(H1N1) e o A(H3N2).

Pessoas de todas as idades são suscetíveis à infecção pelo vírus influenza, porém alguns grupos estão mais propensos a desenvolver formas graves da doença: adultos com mais de 60 anos, crianças com menos de 5 anos, gestantes, puérperas e indivíduos que apresentam doenças crônicas, especialmente cardiorrespiratórias, obesidade, diabetes, síndrome de Down e imunossupressão.

No Brasil, as recomendações para a sazonalidade de 2019 seguem em consonância com as orientações internacionais (vacinação, tratamento com antiviral e adoção de medidas preventivas).

A revacinação anual contra Gripe é fundamental, já que a proteção conferida pela vacina dura de seis a, no máximo, doze meses. Além disso, o vírus influenza sofre mutação, e isso leva à necessidade de alterar a composição da vacina de acordo com as cepas do vírus circulante.

Em relação à formulação 2018, houve alteração nas cepas A (H3N2) e B presentes na vacina, conforme quadro a seguir.

A recomendação da SBIm, Sociedade Brasileira de Imunizações, é  que crianças de 6 meses a 8 anos (inclusive) nunca vacinadas contra Influenza devem receber duas doses da vacina com intervalo de 30 dias entre elas.

Os eventos adversos mais freqüentes ocorrem no local da aplicação: dor, vermelhidão e endurecimento. Essas reações costumam ser leves e desaparecem em até 48 horas. Manifestações sistêmicas são mais raras, benignas e breves. Febre, mal estar e dor muscular acometem 1% a 2% dos vacinados, de 6 a 12 horas após a vacinação e persistem por 1 a 2 dias, sendo mais comuns na primeira vez em que recebem a vacina. Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos pode-se usar medicação para dor, sob recomendação médica. Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais que 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Perguntas rápidas

Gestante pode tomar a vacina?

A vacinação contra o vírus influenza em gestantes é uma estratégia eficaz de proteção para a mãe e para o lactente. Estudos realizados com acompanhamento de bebês de mães vacinadas durante a gestação demonstraram que a proteção contra influenza confirmada por testes laboratoriais foi superior a 60% nos primeiros seis meses de vida. Além de proteger a mãe, a vacinação durante a gestação reduz o impacto da doença em bebês e o risco de hospitalização que é extremamente elevado nos primeiros meses de vida.

É possível administrar simultaneamente com outras vacinas ou medicamentos?

A vacina influenza pode ser administrada na mesma ocasião de outras vacinas ou medicamentos, procedendo-se as administrações com seringas e agulhas diferentes em locais anatômicos diferentes.

Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação

As vacinas influenza sazonais têm um perfil de segurança excelente e são bem toleradas. As vacinas utilizadas pelo Programa Nacional de Imunizações, PNI, durante as campanhas de vacinação contra influenza são constituídas por vírus inativados, fracionados e purificados, portanto, não contêm vírus vivos e não causam a doença.

Pacientes alérgicos ao ovo de galinha devem receber a vacina? 

Pacientes alérgicos ao ovo de galinha podem receber a vacina. Alergia ao ovo não é mais contraindicação e nem precaução para o uso da vacina influenza, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Converse com o seu médico a respeito.

 

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