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Teste da Orelhinha

O teste da orelhinha é feito logo após o nascimento do bebê, geralmente no segundo ou terceiro dia de vida do bebê, ainda na maternidade. O teste da orelhinha identifica algum problema auditivo que o recém-nascido possa ter.

A audição começa a partir do 5º mês de gestação e se desenvolve intensamente nos primeiros meses de vida.

A metade dos casos de deficiência auditiva poderia ser prevenida e seus efeitos minimizados se a intervenção fosse iniciada precocemente. Dados de diferentes estudos epidemiológicos, segundo a Organização Mundial da Saúde, a prevalência da deficiência auditiva varia de um a seis neonatos para cada mil nascidos vivos, e de um a quatro para cada cem recém-nascidos provenientes de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN).

O teste da orelhinha é gratuito. A Lei Federal nº 12.303/2010 tornou obrigatória e gratuita a realização do exame. Bebês que nasceram fora do ambiente hospitalar devem realizá-lo antes de completarem 3 meses de vida

O teste da orelhinha é rápido, indolor e não tem contraindicação. O teste da orelhinha é feito enquanto o bebê está dormindo. Um fone de ouvido é colocado no ouvido do bebê. Este aparelho de Emissões Otoacústicas Evocadas produz estímulos sonoros leves e mede o retorno desses estímulos de estruturas do ouvido interno, e é um dos primeiros sinais de que há ou não a possibilidade de uma perda auditiva para aquele bebê.

Teste da orelhinha: O que é e quando fazer?

Teste da Orelhinha

“Caso sejam identificadas alterações, o bebê deve ser encaminhado a um especialista para que sejam feitos exames complementares”, diz o otorrinolaringologista Fausto Nakandakari, do Hospital Sírio Libanês. “Há diferentes graus de deficiência auditiva e são raros os casos em que não há tratamento.”

Causas de problemas auditivos

As causas de problemas auditivos são malformações congênitas, doenças genéticas e doenças infecciosas que atingem as gestantes, como rubéola e toxoplasmose.
Fatores de risco para a surdez

Bebê de 0 a 28 dias

  • História familiar: Ter outros casos de surdez na família;
  • Infecção intrauterina: Provocada por citomegalovírus, rubéola, sífilis, herpes genital ou toxoplasmose;
  • Anomalias Crânio-faciais: Deformações que afetam a orelha e/ou o canal auditivo (p.ex.: duto fechado);
  • Peso inferior a 1.500g ao nascer;
  • Hiperbilirubinemia: Doença que ocorre 24 horas depois do parto. O bebê fica todo amarelo por causa do aumento de uma substância chamada bilirubina. Ele precisa tomar banho de luz e fazer exosangüíneo transfusão;
  • Medicação ototóxicas: Uso de antibióticos do tipo aminoclicosídeos que podem afetar o ouvido interno;
  • Meningite Bacteriana: A surdez é umas das conseqüências possíveis quando o bebê tem este tipo de meningite;
  • Nota menor do que 4 no Teste de Apgar no primeiro minuto de nascido e menor do que 6 no quinto minuto. Leia sobre o Teste de Apgar aqui;
  • Ventilação mecânica em UTI Neonatal por mais de 5 dias – quando o bebê teve que ficar entubado por não conseguir respirar sozinho;
  • Outros sinais físicos associados a síndromes neurológicas, por exemplo: Síndrome de Down ou de Waldemburg.

Crianças de 29 dias a 2 anos

  • Os pais devem observar se há atraso de fala ou linguagem: Aos 7 meses ele já deve imitar alguns sons; Com 1 ano já deve falar cerca de 10 palavras e com 2 anos o vocabulário deve estar em torno de 100 palavras;
  • Meningite bacteriana ou virótica: Esta é a maior causa de surdez no Brasil;
  • Trauma de cabeça associado a perda de consciência ou fratura craniana;
  • Medicação ototóxica: Uso de antibióticos do tipo aminoglicosídeos que podem afetar o ouvido interno;
  • Outros sinais físicos associados a síndromes neurológicas, por exemplo: Síndrome de Down ou de Waldemburg;
  • Infecção de ouvido persistente ou recorrente por mais de 3 meses.

Adultos

  • Uso continuado de fones de ouvido;
  • Trabalho em ambiente de alto nível de pressão sonora;
  • Infecção de ouvido constante.

 

Agradecimento a Revista Crescer pelo trecho da matéria sobre o Teste da Orelhinha e, em especial, ao Dr. Fausto Nakandakari.

A clínica Joseph El-mann é especialista em pediatria e neonatologia e oferece diversos serviços para o melhor atendimento. A clínica pediátrica está localizada na Av. das Américas, 3555, Rio de Janeiro.

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