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A luxação congênita de quadril é relativamente comum. Números apontam 1 caso em cada 1000 nascimentos. Uma série de questões pode levar a criança a desenvolver a luxação congênita de quadril, como genética, gravidez e momento do parto.

A luxação congênita do quadril ocorre quando o fêmur não está bem encaixado no osso do quadril (acetábulo) devido a uma flacidez entre ligamento e articulação. A criança pode nascer com um quadril instável por essa luxação tendo ocorrido tanto antes como após o nascimento e, caso não seja diagnosticada ou tratada de forma inadequada, a criança poderá ter um andar lento ao longo da vida.

Quais são as causas?
Em muitos casos a causa é desconhecida. Alguns fatores podem contribuir, como o baixo nível de líquido amniótico, apresentação pélvica e história familiar. O parto pélvico pode favorecer a luxação congênita de quadril, sendo mais comum na primeira gestação. As meninas são mais afetadas, mas todos os bebês devem ser examinados ao nascer. É de extrema importância o diagnóstico precoce.

Fique atento aos sinais
Algumas crianças não apresentam as características da luxação congênita de quadril, por isso o exame físico feito pelo pediatra é tão importante.
1) Pernas viradas para fora ou que pareçam ter tamanhos diferentes;
2) Atraso ou dificuldade para sentar, engatinhar ou caminhar;
3) Amplitude de movimento limitada;
4) Pregas desiguais nas pernas ou nádegas quando as pernas são esticadas e examinadas lado a lado.

Diagnóstico
O pediatra realizará dois testes logo ao nascimento da criança e em bebês de até três meses de idade nas consultas de puericultura.
Ortolani: O pediatra faz força para cima com o quadril abduzido
Barlow: O pediatra faz força para baixo com o quadril aduzido
Após os testes, uma ultrassonografia é realizada em bebês com menos de 6 meses para confirmar o diagnóstico. Geralmente o raio-x é usado para crianças acima desta idade.

Assistam ao vídeo abaixo para conhecerem os testes. O vídeo está em inglês, mas é bem didático.

Tratamento
Bebês diagnosticados precocemente, antes dos 6 meses de idade, costumam ser tratados com o suspensório de Pavlik. O suspensório pressiona a articulação fazendo-a entrar no local correto. As pernas são presas ao suspensório na posição semelhante a uma rã, provocando a abdução do quadril.

Caso o tratamento com o suspensório não apresente o resultado esperado ou a criança já seja mais velha no momento do diagnóstico, existe a opção pela cirurgia que deve ser conversada com o pediatra.

 

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