coqueluche ou pertussis é uma doença infecciosa aguda e transmissível, que compromete o aparelho respiratório (traquéia e brônquios). É causada pela bactéria Bordetellapertussis.

A doença evolui em três fases sucessivas:

A fase catarral inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe: febre, coriza, mal-estar, lacrimejamento dos olhos e tosse seca. Em seguida, há acessos de tosse seca contínua. Estes sintomas podem durar até 2 semana e é nesta fase que o doente é mais susceptível a transmitir a doença.

Na fase aguda ou fase paroxística, os sintomas de resfriado comum tendem a desaparecer porém a tosse piora , passando de seca leve para uma tose descontrolada, os acessos de tosse intensa são finalizados por inspiração forçada e prolongada podendo fazer um barulho que chamamos de “guincho” (como se fosse um assobio), vômitos podem ocorrer seguido dos episódios de tosse.

Os sintomas são mais severos nesta fase, que pode durar de duas a quatro semanas

Na fase de convalescença, os acessos de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum.

Os lactentes jovens são os mais propensos a apresentar formas graves da doença, que podem causar desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e levar à morte.

A coqueluche é uma doença que pode durar várias semanas, ser muito cansativa e o paciente pode apresentar crises de tosse violentas e ininterruptas, e em recém-nascidos, problemas respiratórios como a apnéia podem aparecer e piorar.

 

Reservatório

O homem é o único reservatório natural. Ainda não foi demonstrada a existência de portadores crônicos; entretanto, podem ocorrer casos oligossintomáticos, com pouca importância na disseminação da doença.

Modo de transmissão

A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto de pessoa doente com pessoa suscetível, através de gotículas de secreção da orofaringe eliminadas por tosse, espirro ou ao falar. Em casos raros, pode ocorrer a transmissão por objetos recentemente contaminados com secreções do doente, porém é pouco frequente, pela dificuldade do agente sobreviver fora do hospedeiro.

 

Período de incubação

Em média, de 5 a 10 dias, podendo variar de 1 a 3 semanas e, raramente, até 42 dias.

 

Período de transmissibilidade

Para efeito de controle, considera-se que o período de transmissão se estende de 5 dias após o contato com um doente (período de incubação) até 3 semanas após o início dos acessos de tosse típicos da doença (fase paroxística). Em lactentes menores de 6 meses, o período de transmissibilidade pode prolongar-se por até 4 ou 6 semanas após o início da tosse. A maior transmissibilidade da doença ocorre na fase catarral.

 

Suscetibilidade e imunidade

A suscetibilidade é geral. O indivíduo torna-se imune nas seguintes situações:

  • após adquirir a doença: imunidade duradoura, mas não permanente;
  • após receber vacinação básica, mínimo de 3 doses da vacina e mais 2 reforços em um total de 5 doses (o primeiro entre 15-18 meses e o segundo reforço entre 4 e 6 anos de vida). A vacina usualmente é aplicada de maneira combinada com outras vacinas (DTPa ou DTPw / Hexavalente – DTPa + Hib + VPI + Hep-B ou Pentavalente– DTPa + Hib + VPI).

Essa imunidade não é permanente. Em média de 5 a 10 anos após a última dose da vacina a proteção pode ser pouca ou inexistente.