Open/Close Menu Joseph El-mann
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Como seria mudar a orientação e ver o mundo de uma nova perspectiva? Se você é pai ou mãe, então você já deve ter feito isso sem se dar conta, ou não? Em vez de entender seu filho de uma posição adulta “de cima para baixo”, pense e olhe para o mundo como se você tivesse a idade e o tamanho deles.

Pensar como uma criança significa ver muitas coisas como novas, fascinantes e até mesmo assustadoras; significa não ter um senso real de tempo e uma curiosidade interminável sobre quase tudo. Significa não saber por que as coisas acontecem ou mesmo o que aconteceu antes. Claramente, o mundo parece diferente estando nessa posição.

Olhar a parentalidade do ponto de vista do seu filho talvez seja a chave para ter uma criança com melhor comportamento, por conseqüência pais mais felizes e uma vida em casa mais tranquila. Não que isso seja necessariamente fácil, obviamente.

Aqui estão cinco elementos essenciais para os pais que podem ajudar na tentativa de olhar o mundo da perspectiva de uma criança.

  1. Fique perto, mesmo quando estiver difícil.

Nossos filhos precisam que fiquemos próximos, mesmo quando estão nos afastando. Eles precisam que sejamos firmes quando estão fazendo algo “fora da lei”. Eles precisam que fiquemos calmos, mesmo quando estão agitados, chateados ou com dificuldade de administrar determinada situação. Isso significa ceder o tempo todo? Não. Mas significa aprender a aceitar que nossos filhos as vezes são bons, as vezes são “ruins”. Eles precisam saber que ainda os amamos, mesmo quando têm dificuldades ou fazem coisas que não gostamos.

  1. Você está no comando

As vezes, os pais ficam confusos sobre isso. Mas mesmo as crianças pequenas precisam de limites, fazendo parecer que somos a autoridade que precisa informar quando devem parar. Ser sempre gentil, solidário o tempo todo e compreensivo pode não ser a melhor ideia. Os pais precisam entender que não precisam ter medo e nem fazerem de tudo para não deixarem seus filhos chateados. Como as crianças vão aprender a lidar com o aborrecimento se não puderem ficar aborrecidas? Ao permitir que seu filho fique com raiva, ele aprenderá, com o tempo, a lidar com essa emoção. Tão importante quanto isso, ele aprenderá que, mesmo que fique chateado com a mamãe e o papai, ele ainda será cuidado. Estabelecer limites realmente constrói a confiança das crianças.

  1. Seja consistente – na maioria das vezes

Ser consistente não requer rigidez. Pense na consistência como uma estrutura para o dia do seu filho, uma rotina de “geralmente fazemos as coisas dessa maneira”. Por exemplo: “Eu ligo o chuveiro, ouço a água correndo, agora tomo banho. Depois do banho, vou vestir meu pijama e lemos um livro”. Ter uma rotina não necessariamente é ter regras super rígidas. Pense que essas orientações são sinais, como os de trânsito com suas cores, que guiam a criança durante o dia, impedindo-a de sair da pista ou de avançar o sinal.

As crianças podem – e devem – ser extremamente resilientes se uma rotina for quebrada ou alterada ocasionalmente. Mas leva tempo para aprender isso. De fato, casa vez que uma rotina muda (por exemplo, quando os avós visitam no final de semana) e você flexibiliza os horários, seu filho está aprendendo a ser flexível. Isso é especialmente verdade quando você reconhece e rotula a mudança pontual: “Este final de semana, nós não almoçamos na cozinha, como costumamos fazer, porque a vovó e o vovô estavam nos visitando. Mas agora estamos de volta aos nossos mesmo lugares na mesa da cozinha”. Apenas explicar o motivo por trás das mudanças ajuda seu filho a entender melhor a situação.

  1. Seja realista

É fácil perder o que é realista esperar de uma criança. Pense em quando você vê momentos ou até dias ou semanas de progressão – a criança de 2 anos não pede a chupeta, a criança de 3 anos toma a iniciativa de calçar as meias diante dos sapatos, assim como você a treinava, ou o garoto de quatro anos finalmente saiu de casa sem fazer birra. Mas essas mesmas crianças nem sempre conseguem realizar a mesma tarefa todos os dias (ou podem nem conseguir fazer isso duas vezes em um dia!). Ou eles podem progredir em uma área (finalmente usou o penico!). Enquanto retrocedem em outra “mas por que está choramingando de novo?”

É nesses momentos que você precisa se lembrar do que é realista esperar de uma criança. Regressões são normais, especialmente em crianças pequenas. Toda vez que seu filho dá um passo à frente em direção a crescer mais – seja usar banheiro, dormir na cama, começar na escolinha ou dominar o parquinho, ele também é lembrado do quanto precisa de você. As crianças não gostam de se sentirem completamente sozinhas – mesmo que ajam de forma contrária. Isso seria muito assustador para elas.

  1. Seu passado não prevê o futuro do seu filho

Lembre-se de que nossos filhos não são exatamente como nós – nem sempre da maneira que parecem e certamente nem são de personalidade parecida. De fato, muitos pais ficam confusos e frustrados quando descobrem que são muito diferentes em temperamento e personalidade em relação aos filhos. Isso fica nítido quando nosso filho tem uma característica ou estilo que não compreendemos,  que fica frustrado ou simplesmente acha desagradável alguma coisa. Não é porque você teve não teve medo de brincar no parquinho da escola que seu filho também não terá. Talvez pra ele seja assustador, em um primeiro momento. Esteja ciente das suas próprias experiências e expectativas.

 

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